Chuva caindo
os cabelos também
o passado ficando na esquina
os shows que ainda vamos fazer
em qualquer palco
no sol
na lua
no palco pequeno
rua
trocados
dia a dia
futuro que vem gente que abraça
mas não aquece o coração
quem sabe o alto falante da igreja
não anuncie um novo blues
um instrumentista
que odeia pose de artista
não pede
sabe da salvação
do gol no ultimo minuto
da luz no fim do túnel
da mão estendida
e do lenço sagrado que enxuga
lagrimas cristalinas
saber de cor o solo elaborado por demônios surdos
e cantar como se fosse a salvação na porta do inferno
pq nunca é tarde